ANÁLISE

RELATÓRIO REGIONAL

A América Latina ainda está envolvida na luta para sobreviver ao Covid-19 e suas consequências sanitárias, econômicas e sociais. Todos os países, até certo ponto, foram atingidos por essa pandemia, e suas estruturas políticas e corporativas estão rachando.

Em todo o mundo, os líderes políticos avançaram diante da crise, com seus benefícios políticos para a opinião pública. Mas agora estão passando pela fase mais crítica em relação aos cidadãos por causa de sua gestão em saúde e do impacto sobre os empregos. A perspectiva econômica global não é nada boa, mas para a América Latina, é ainda pior. Como indica o último relatório do BID sobre a região, Argentina e México são dois dos países mais afetados economicamente devido às suas longas quarentenas, com taxas de queda de seu produto acima de 10% em 2020. Os demais países da região também enfrentam quedas significativas em suas economias.

Mesmo que ainda estejamos longe da vacina que estabilizaria a situação de saúde, podemos prever certas tendências em nossa região:

  1. O avanço do Estado sobre as economias.
  2. Um maior volume regulatório, com impacto sobre as empresas.
  3. Governos que concentram grandes quantidades de poder, onde instituições como os poderes legislativo e judiciário trabalham de forma virtual ou descontinuada.
  4. A sociedade exige um maior compromisso social das empresas e empresários, a fim de reduzir o impacto econômico gerado pelo Covid-19.
  5. A desconfiança tornou-se uma característica predominante desse clima de período, tanto para o setor público quanto para o privado.
  6. A natureza do sistema capitalista atual, predominante na região com suas exceções, continuará a ser discutida.
  7. As reclamações sociais anteriores ao coronavírus, como as ambientais, ou as reivindicações de direitos humanos e reivindicações relacionadas à desigualdade socioeconômica na região são reforçadas.
  8. Os governos têm sido afetados pelo desgaste do impacto social e econômico e terão pouco espaço e recursos para lidar com as crises sociais em nossos países.

Acesse o relatório completo aqui.