ANÁLISE

Relatório regional de fevereiro

O renomado sociólogo Manuel Mora y Araujo costumava dizer que a América Latina balança como um pêndulo, balançando da esquerda para a direita durante um período de cerca de dez anos.

Durante a década de 1990, nossa região virou à direita seguindo as premissas do “Consenso de Washington”, com governos iniciando uma onda de privatizações na América Latina. O experimento não funcionou como seus gestores pensavam e as taxas de desemprego cresceram junto com o descontentamento social. Isso fez com que o pêndulo balançasse para a esquerda durante a década seguinte. Durante os anos 2000, vimos experiências diversas como a dos Kirchners na Argentina, Evo Morales na Bolívia, Rafael Correa no Equador, Hugo Chávez na Venezuela e Lula no Brasil, entre outras.

A experiência teve erros e sucessos, mas a perspectiva econômica global abriu o caminho para o pêndulo voltar para a direita. Aqui pudemos ver como Jair Bolsonaro triunfou no Brasil, Mauricio Macri na Argentina e Sebastián Piñera no Chile.

Dada a perspectiva eleitoral para 2021/22, devemos nos perguntar para que lado o pêndulo vai balançar. No momento, podemos ver alguns sinais. Na Bolívia, Luis Arce, candidato de Evo Morales, venceu as eleições presidenciais; na Argentina, a ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner voltou ao poder ao lado de Alberto Fernandez; no Brasil, Lula poderia concorrer à presidência; no Chile, Daniel Jaude poderia suceder a Piñera; e no Equador, a votação do 11 de Avril provavelmente será vencida por Andrés Arauz, que tem o apoio de Rafael Correa.

Os pêndulos respondem a problemas não resolvidos na sociedade, razão pela qual quem melhor responder aos problemas gerados e reforçados pela pandemia COVID-19 será o vencedor. Não temos a resposta, mas podemos destacar algumas tendências que terão impacto na vida das empresas da nossa região.

Baixe o relatório completo aqui.